Car@s Pós-Graduand@s

   Após as eleições realizadas nos dias 6 e 7 de abril, com 45 votos, a chapa "Ação Coletiva" é eleita para nova gestão da APG UFSCar.

A chapa é composta pelos seguintes integrantes:

Daniel Alberto Carbo - PPGCEM

Hugo do Nascimento Bendini - PPGCC

Julia Cesar Alzate - PPGCEM

Juliana Jodas - PPGS

Kleber Luiz Silva dos Santos - PPGFT

Leonardo Ferreira Reis - PPGEP

Lívia Maria Borges Raimundo - PPGEP

Luiz Otávio dos Santos Arantes -PPGEP

Tatiane Pereira de Souza - PPGE

 

A proposta da chapa está contemplada no texto abaixo:

   " Quem faz pós-graduação sabe das imensas dificuldades sofridas pelos/as que ingressam num curso ou programa de pós. Os baixos investimentos do governo brasileiro na pós-graduação resultam num pequeno número de bolsas disponíveis nos programas, falta de infraestrutura como salas de estudos e de informática, limitação no financiamento para presença de estudantes em congressos, etc. Se por um lado a pós-graduação não é considerada como trabalho e, portanto, não nos dá direito a décimo terceiro, férias, vale transporte, previdência, etc., por outro, @s pós-graduand@s muitas vezes não são considerados estudantes.

   A ausência de uma regulamentação dos direitos e deveres d@s pós-graduand@s, que tem como consequência a precarização do trabalho na pós-graduação, resulta da nossa falta de organização enquanto movimento político que reivindique seus direitos. As associações de pós-graduandos/as existem como entidades representativas d@s estudantes de pós-graduação, lutando por melhores condições de trabalho e estudo para desenvolvermos nossas pesquisas e aprendizagem.

   Além disso, apesar da universidade parecer uma “bolha”, separada da sociedade, ela interage, responde e influencia setores não relacionados diretamente à pós-graduação. Assim, se fazem necessárias também a participação e o acompanhamento das lutas que se dão em âmbito nacional, além de um retorno ao povo brasileiro do seu investimento na universidade a partir do pagamento de seus impostos.

   Foi pensando em todas essas questões que nós discutimos a importância de construir uma chapa para a APG, uma chapa de pessoas dedicadas e combativas que se proponham a lutar por nossos direitos sem medo, que seja independente em relação à reitoria, aos governos e aos partidos políticos. Uma APG que construa as lutas junto com os pós-graduandos/as e não acima deles, criando mecanismos de participação direta dos estudantes na luta pelas nossas necessidades.

   Só uma APG de luta e apoiada diretamente nas necessidades reais dos pós-graduandos/as, juntamente com a participação e apoio dos pós-graduandos/as, pode nos ajudar a melhorar efetivamente nossas condições de trabalho e estudo.

   Os pontos abaixo foram discutidos e avaliados por nós, como sendo centrais para a pós-graduação de qualidade:

1. Bolsas: valor, quantidade e critérios de distribuição Lutamos pela ampliação do número e do aumento do valor de bolsas, pelo direito à reserva técnica, auxílio tese e à décima terceira bolsa. Além disso, propomos revisão dos critérios de distribuição de bolsa, levando em consideração o fator socioeconômico como critério relevante para a atribuição das mesmas.

2. Manutenção e criação de novos convênios Convênios entre empreendimentos da cidade e a APG, contemplando aqueles que se associam à entidade, são importantes para permitir aos pós-graduand@s acesso a produtos, como livros e jornais, e a serviços como planos de saúde, possibilitando melhor qualidade de vida aos pós-graduand@s

3. Meia passagem em ônibus interestadual Depois de recuperado o direito a meia passagem intermunicipal (direito revogado no período 2005-2010) à pós-graduand@s por uma portaria do governo estadual, a necessidade atual é a de lutar para a implantação de meia passagem para estudantes da graduação e pós-graduação em todo o país.

4. Ampliação de salas de estudos, equipamentos e livros para a biblioteca Salas de estudo, laboratórios de informática e maior quantidade de livros na biblioteca da faculdade são problemas enfrentados diariamente e que interferem no desempenho das atividades acadêmicas.

5. Promover a discussão em relação à expansão da UFSCar sobre o Cerrado e a alteração do Código Florestal. O campus de São Carlos da UFSCar conta com uma área de cerrado em sua região norte que abriga grande diversidade de plantas e animais, sendo alguns destes ameaçados de extinção. Apoiamos a luta d@s estudantes e professores contra a ampliação do campus da UFSCar sobre esta área. É de suma importância também promover discussões acerca da proposta que tramita em Brasília de alteração do Código Florestal brasileiro, alteração esta que será um enorme regresso em termos de leis ambientais brasileiras e intensificará a destruição das nossas florestas.

6. Ampliar os espaços de discussão e cultura. Pretende-se fortalecer os espaços de debates entre @s pós-graduand@s e estudantes da graduação, sobre temas relacionados à política, filosofia, educação, meio ambiente, entre outros, reconstruindo e tornando mais freqüente a atividade Café com(s)ciência, criando, assim, espaços permanentes de discussão de assuntos que tangem principalmente a pós-graduação, no campus. Objetiva-se também promover atividades culturais que se integrem com demais eventos universitários existentes, assim como incentivar novos eventos desse gênero, priorizando a cultura popular brasileira.

7. Cobranças: taxas de inscrição dos programas stricto sensu, Pós Graduação lato sensu e mestrado profissional Foi aprovado na UFSCar um sistema de cobranças de taxas de inscrição para o processo seletivo de programas de pós-graduação. Posicionamos-nos contra a cobrança de qualquer taxa inscrição em programas de pós, assim como a isenção de mensalidades em pós-graduações lato sensu de universidades públicas, e ampliaremos a discussão quanto a reformas no sistema de ensino e pesquisa públicos.

8. Ampliação de vagas para creche da UFSCar por pós-graduandos. Defendemos o direito a vagas na creche da UFSCar para tod@s @s filhos de pós-graduand@s e granduand@s do campus.

9. Discussão sobre ações afirmativas nos programas de pós-graduação O Programa de Ações Afirmativas (PAA), implementado na UFSCar em junho de 2007 pela portaria nº695/07, foi uma vitória do movimento negro e indígena, setores da sociedade civil, estudantes e professores, visando promover a reparação de desigualdades sociais através de acesso diferenciado a grupos historicamente desfavorecidos. No caso da UFSCar, o PAA é destinado a autodeclarad@s negros, indígenas e estudantes provind@s de escola pública. A extensão das Ações Afirmativas para a pós-graduação faz parte dos objetivos do nosso programa político visando aumentar a pluralidade etnicorracial na composição de corpo discente e docente de instituições de ensino superior, visando não apenas o acesso, mas a permanência dest@s alun@s.

10. Comunicação Aprimorar os mecanismos de comunicação e divulgação de ações culturais e políticas para @s estudantes, através do uso de diferentes mídias, como site, e-mails, jornais, entre outros.

11. Demandas dos pós-graduand@s Procurar apoiar possíveis demandas sobre os assuntos que tangem os direitos e deveres dos estudantes da pós-graduação, sendo uma ponte entre o corpo discente e as instituições de ensino e de fomento à pesquisa.

12. Visibilidade e maior interação frente à ANPG e outras APGs Integração com as lutas da entidade nacional e ampliar a relação com demais APGs do país visando lutas em âmbito nacional, já que uma maior articulação possibilita coesão e favorece estratégias políticas.

13. Integração com Movimentos Sociais e apoio a entidades Apoiar a luta de movimentos sociais como os de trabalhador@s e camponês@s, movimento negro, movimento indígena, movimento LGBT, entre outros, que buscam igualdade de representação e o reconhecimento de diferenças. Também apoiamos demais entidades representativas de estudantes e coletivos da UFSCar que visam promover e expressar suas posições políticas e culturais.

14. Aumentar o acesso dos alunos da UFSCar, principalmente os pós-graduand@s com as universidades vizinhas. A UFSCar está localizada em uma região privilegiada no que tange a produção acadêmica, pois apesar de estar situada na mesma cidade de outra grande universidade, a USP, o acesso ao acervo da biblioteca, ao restaurante universitário e aos laboratórios de ambas instituições deve ser facilitado. "